CRISE NO SETOR AÉREO

Spirit Airlines encerra operações após crise agravada por conflito no Irã

Companhia aérea de baixo custo dos EUA fecha as portas em meio ao aumento dos custos e instabilidade internacional

Por Com informações da Sputnik Brasil Publicado em 02/05/2026 às 19:04
Avião da Spirit Airlines em pista; companhia encerrou operações devido à crise internacional e alta dos combustíveis. © AP Photo / Jeff Amy

A Spirit Airlines, companhia aérea norte-americana do segmento low-cost, anunciou neste sábado (2) o encerramento de suas atividades.

A falência da empresa deve resultar em milhares de demissões e deixa cerca de 800 mil clientes, que voaram entre 1º e 15 de maio, sem atendimento. Com o cancelamento de todos os voos, passageiros e funcionários ficaram retidos em diversas regiões dos Estados Unidos, Caribe e América Latina.

O fechamento da Spirit Airlines é o primeiro de uma companhia aérea em meio à crise provocada pelo aumento dos custos de combustíveis, consequência direta da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

"Todos os voos da Spirit foram cancelados e os passageiros da Spirit não devem se dirigir ao aeroporto", comunicou a empresa em nota oficial à imprensa.

Segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, publicada no final de março e baseada em dados de mercado, as 20 maiores companhias aéreas do mundo perderam aproximadamente US$ 53 bilhões (mais de R$ 278,9 bilhões) em valor de mercado desde o início dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

Na sexta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca apresentou uma proposta final à Spirit e seus credores na tentativa de resgatar a empresa.

No mesmo dia, Trump enviou uma carta ao Congresso notificando o fim das hostilidades contra o Irã, mas ressaltou que o contingente militar norte-americano permaneceria na região para dissuadir possíveis ameaças vindas de Teerã. Conforme a Lei dos Poderes Militares de 1973, o presidente dos EUA pode empregar forças militares no exterior sem autorização do Congresso por até 60 dias.

Para a oposição democrata, entretanto, a carta seria uma "farsa" e "uma tentativa de contornar o Congresso", pois permitiria a Trump manter tropas na região sem violar a Constituição.