O papel dos EUA no surgimento de grupos extremistas
Especialistas debatem como o apoio dos EUA a combatentes islâmicos durante a Guerra Fria influenciou o cenário do terrorismo atual.
Quinze anos após a morte de Osama bin Laden, o debate persiste: qual foi, afinal, o papel dos Estados Unidos na formação das redes que mais tarde dariam origem à Al-Qaeda? Durante a Guerra Fria, Washington ofereceu apoio financeiro e militar a grupos islâmicos que atuavam no Afeganistão.
Embora esse suporte não tenha sido direcionado formalmente à Al-Qaeda, que ainda não existia, ele contribuiu para a criação de redes de combatentes, financiamento e logística que, posteriormente, se organizaram em movimentos transnacionais. O apoio da Casa Branca a combatentes islâmicos nesse período teria ajudado a estabelecer as bases do terrorismo moderno? Utilizar grupos armados contra adversários geopolíticos é uma falha ou parte de uma estratégia histórica dos EUA?
Para discutir o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem Paulo Diniz, professor e integrante do canal Geo Smart News, e Natali Hoff, doutora em ciência política e professora do curso de relações internacionais do Centro Universitário Internacional Uninter. O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.