MERCADO FINANCEIRO

Bolsas de NY encerram sessão com S&P 500 e Nasdaq em novos recordes

Investidores reagem a balanços corporativos e notícias sobre possível acordo para o fim do conflito no Oriente Médio

Publicado em 01/05/2026 às 17:22
Uma tela exibe informações financeiras no pregão da Bolsa de Valores de Nova York, na terça-feira, 31 de março de 2026 (Foto AP/Seth Wenig

As bolsas de Nova York fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (data não informada), impulsionadas pela divulgação de resultados corporativos e pela notícia de que o Irã apresentou aos Estados Unidos, por intermédio de mediadores do Paquistão, uma nova proposta para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O índice Dow Jones recuou 0,31%, aos 49.499,27 pontos, pressionado pelo desempenho negativo do setor de energia diante da queda nos preços do petróleo. Em contrapartida, o S&P 500 avançou 0,29%, alcançando 7.230,12 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,89%, fechando em 25.114,44 pontos. Ambos os índices renovaram máximas históricas tanto intraday quanto de fechamento. Na semana, o Dow Jones acumulou alta de 0,54%, o S&P 500 subiu 0,91% e o Nasdaq registrou ganho de 1,12%.

Entre os destaques do pregão, as ações da Apple avançaram 3,28%, enquanto ExxonMobil e Chevron recuaram 1,02% e 1,39%, respectivamente, após a divulgação de seus balanços trimestrais. A Atlassian disparou 29,58% após apresentar forte crescimento nas áreas de nuvem e data center. Por outro lado, a Roblox despencou mais de 18% após revisar para baixo suas projeções anuais, citando que novos recursos de segurança infantil impactaram negativamente os resultados.

No campo negativo, a Spirit Airlines desabou 25% diante de rumores de que estaria se preparando para encerrar suas operações. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que irá avaliar uma possível ajuda à companhia, mas ressaltou que "os EUA devem estar em primeiro lugar".

Segundo análise do ING, os mercados financeiros seguem "felizes" em ignorar o aspecto de estagnação decorrente do choque estagflacionário provocado pela guerra, uma vez que os lucros corporativos nos EUA permanecem robustos.

O grupo Macquarie destacou ainda que o crescimento do PIB americano no primeiro trimestre foi sólido, impulsionado pelo forte investimento empresarial em inteligência artificial (IA) e por um consumidor aquecido, embora as pressões inflacionárias tenham ficado evidentes nos dados de renda e gastos de março.