Trump volta a criticar União Europeia e prevê encontro positivo com Xi Jinping na China
Presidente americano cobra mais ação da UE no acordo comercial, defende tarifas e comenta expectativa de diálogo construtivo com líder chinês.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a União Europeia (UE) nesta tarde, alegando que o bloco "não está cumprindo completamente" o acordo comercial firmado com os americanos. Em conversa com repórteres na Casa Branca, Trump destacou que países como Japão, Coreia do Sul e México já iniciaram operações de fábricas de automóveis em território americano, enquanto, segundo ele, os europeus "não estavam nos ouvindo".
Para pressionar o bloco europeu, Trump justificou a aplicação de tarifas de 25% sobre carros e caminhões vindos da Europa, afirmando que a medida serve como incentivo para que a produção automotiva seja transferida mais rapidamente para os Estados Unidos.
Sobre sua próxima viagem à China, o presidente americano adotou um tom otimista ao afirmar que o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, será "ótimo".
Em relação ao Oriente Médio, Trump mencionou a liderança política na região e declarou ter "grande respeito" pelo Paquistão e pelo governo atualmente no poder. Ao ser questionado sobre o Iraque, o presidente destacou que o novo primeiro-ministro, Ali al-Zaidi, conta com "forte apoio" dos Estados Unidos. Zaidi foi nomeado ao cargo na última segunda-feira, 27.
Quanto à economia americana, Trump elogiou o desempenho dos mercados acionários, que atingiram máximas históricas, mesmo diante das tensões geopolíticas. "Também temos mais pessoas trabalhando do que jamais tivemos antes e, assim que a guerra acabar, os preços do petróleo e da gasolina vão cair significativamente", afirmou, reiterando que o conflito é "essencial" para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
O presidente acrescentou que, excluindo combustíveis, os preços em geral estão em queda nos Estados Unidos, o que, segundo ele, deve ajudar a conter a inflação.
No setor corporativo, Trump comentou sobre relatos de que a Spirit Airlines pode encerrar suas operações caso não consiga um acordo de financiamento com o governo americano. "Veremos se podemos ajudar, mas a situação da Spirit é diferente, por exemplo, da Intel. O nosso objetivo é manter sempre os interesses dos EUA em primeiro lugar", ressaltou.
Sobre o conflito no Irã, Trump demonstrou insatisfação com os curdos, alegando que eles não cumpriram seu papel ao não devolverem a pequena quantidade de armas fornecidas pelos EUA a grupos de resistência iranianos.