EDUCAÇÃO

Ataques de cães suspendem aulas presenciais no curso de Direito da UFAL

Ao menos cinco pessoas foram feridas por matilha; atividades remotas seguirão por tempo indeterminado devido à falta de verba para cercamento do campus

Por Redação Publicado em 01/05/2026 às 09:00
Ataque de cães na UFAL Reprodução

O cotidiano acadêmico da Faculdade de Direito de Alagoas (FDA), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), foi abruptamente interrompido nesta quarta-feira (29). A direção da unidade confirmou a suspensão das atividades presenciais após uma matilha de cães errantes invadir o campus e atacar estudantes e professores. O balanço inicial aponta que ao menos cinco pessoas foram mordidas.

Entre as vítimas está um professor e quatro alunos. Relatos indicam momentos de pânico: um dos estudantes teve o vestuário rasgado e sofreu ferimentos profundos na perna. Devido ao fato de os animais não serem vacinados, todos os feridos precisaram ser encaminhados a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a aplicação de soro e vacina antirrábica.

Insegurança nos Corredores

Imagens que circulam em redes sociais e foram enviadas à imprensa corroboram o clima de insegurança. Os registros mostram ao menos três cães de médio porte circulando livremente por corredores e áreas de convivência, sem qualquer tipo de contenção ou monitoramento.

Em resposta à crise, o Conselho da FDA emitiu a Resolução nº 01/2026, que determina a migração das aulas para o modelo remoto por tempo indeterminado. A medida vale para a graduação e pós-graduação. Apenas as atividades do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), que opera no Fórum Regional, permanecem presenciais, com a recomendação expressa de que alunos e técnicos evitem transitar pelo prédio principal da faculdade.

Impasses Legais e Orçamentários

A solução para o problema, no entanto, parece distante. Em reunião com o conselho da unidade, o reitor Josealdo Tonholo destacou que a universidade enfrenta "limitações orçamentárias e financeiras" que impedem a remoção imediata dos cães. Além disso, a ausência de abrigos públicos municipais e restrições na legislação ambiental dificultam o remanejamento dos animais.

"Os animais permanecerão na FDA. A alternativa é executar a obra de fechamento das entradas, solicitada há dois anos", informou a Direção da Faculdade em nota oficial.

A reitoria comprometeu-se a buscar recursos para o cercamento e instalação de portões na unidade, mas admitiu que não há um prazo definido para o início ou conclusão das obras. Enquanto a estrutura física não for finalizada para impedir novas invasões, as portas da Faculdade de Direito permanecerão fechadas para alunos e docentes.

Serviço:

As atividades administrativas e acadêmicas da FDA seguem exclusivamente via plataformas digitais. Casos de urgência acadêmica devem ser tratados pelos canais oficiais da direção da UFAL.