Derrota de Messias no Senado reacende desconfiança e expõe fissuras na base aliada
Rejeição do advogado-geral da União ao STF gera busca por responsáveis e amplia tensão entre governo e partidos do Centrão.
A rejeição do nome de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desencadeou uma crise de confiança no Palácio do Planalto. O resultado negativo acendeu uma 'caça às traições' dentro da base aliada do governo no Senado, especialmente entre membros do MDB e do PP.
O governo passou a suspeitar de articulações contrárias vindas desses partidos, enquanto líderes emedebistas, como Eduardo Braga e Renan Calheiros, negaram qualquer conspiração. No Progressistas, as atenções se voltaram para Ciro Nogueira e Davi Alcolumbre, este último apontado como peça-chave para o desfecho desfavorável ao Planalto.
Em resposta, lideranças do MDB e do PP acusam o Executivo de procurar um 'bode expiatório' para justificar a derrota, ampliando o clima de tensão e instabilidade na relação entre o governo e o Congresso.
Por Sputnik Brasil