JUSTIÇA E DIREITOS

Bar acusado de antissemitismo no Rio recebe autorização para reabrir

Estabelecimento volta a funcionar após suspensão de punição; proprietário busca anular multas e interdição

Publicado em 30/04/2026 às 19:01
Fachada do bar Partisan, no Rio, que reabre após suspensão de punição por acusação de antissemitismo. © Sputnik Brasil

Após ter o alvará de funcionamento cassado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o bar Partisan, localizado entre a Lapa e a Glória, foi autorizado a retomar as atividades. O estabelecimento havia sido alvo de acusações de antissemitismo e xenofobia após exibir um aviso na entrada informando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não eram bem-vindos, o que mobilizou autoridades municipais e estaduais.

Em razão das denúncias, o município chegou a cancelar o documento que permitia o funcionamento do bar, enquanto o Procon Carioca aplicou uma multa superior a R$ 9 mil. No entanto, após recurso apresentado pela defesa, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) decidiu suspender a punição, permitindo a reabertura do Partisan enquanto o caso segue em análise administrativa.

O proprietário do bar, Thiago Vieira, afirmou ao portal Sputnik Brasil que a reversão da cassação do alvará representa apenas o primeiro passo rumo à Justiça. "Ainda restam quatro multas e uma interdição que precisam ser anuladas, e vamos seguir trabalhando para que isso aconteça o mais rápido possível", declarou.

Segundo a Seop, a revisão levou em consideração o direito à ampla defesa e a ausência de reincidência após a autuação. A pasta ressaltou que o processo segue sob avaliação e pode ter novos desdobramentos.

A defesa do Partisan argumenta que o episódio deve ser analisado sob o prisma da liberdade de expressão. Para os advogados do estabelecimento, manifestações simbólicas não podem ser automaticamente enquadradas como infrações administrativas ou penais — tese que deve permanecer central no debate enquanto o processo tramita.

Por Sputnik Brasil