TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

'Retorne ou usaremos a força', diz Marinha dos EUA em bloqueio no Estreito de Ormuz

Comando americano reforça bloqueio a embarcações no Golfo de Omã após ordem de Trump; Irã reage e envia petroleiros.

Publicado em 15/04/2026 às 19:31
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

“Dê meia-volta e prepare-se para ser abordado”, ordena um áudio divulgado pelo Comando da Marinha dos EUA, subordinado ao Comando Central dos EUA (CENTCOM), em publicação no X nesta quarta-feira, 15. O registro mostra um navio norte-americano em patrulha, comunicando-se supostamente com outra embarcação no Estreito de Ormuz, no Golfo de Omã.

“Esta é uma ação ilegal. Todas as embarcações são aconselhadas a retornar imediatamente ao porto e prosseguir para o Irã, caso esse seja o próximo destino. Não tentem romper o bloqueio”, diz o comunicado. “Caso não cumpram este bloqueio, usaremos a força. Toda a Marinha dos Estados Unidos está pronta para impor o cumprimento.”

Na segunda-feira, 12, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que a Marinha norte-americana realizasse um bloqueio completo de todos os navios que cruzam o Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações com o Irã.

As forças americanas afirmam estar “presentes, vigilantes e prontas para garantir o cumprimento”, segundo a publicação desta quarta. O CENTCOM mantém o bloqueio a embarcações que entram e saem de portos iranianos.

Em resposta, o Irã ameaçou adotar medidas para restringir o comércio marítimo no mar Vermelho, caso o bloqueio imposto pelo governo Trump não seja suspenso.

Também nesta quarta-feira, conforme a agência Fars News, um segundo petroleiro iraniano cruzou o Estreito de Ormuz em direção ao Porto Imam Khomeini, poucas horas após outra embarcação realizar a mesma travessia.

Segundo a agência, o navio é um superpetroleiro do tipo Very Large Crude Carrier (VLCC), com capacidade para transportar até dois milhões de barris de petróleo bruto.

A travessia foi descrita como aberta e sem interferência, apesar das sanções dos Estados Unidos ao setor petrolífero iraniano e das restrições à navegação na região. O navio entrou em águas territoriais iranianas sem ser interceptado, ainda segundo a Fars.