Japão reduz exigência de reserva de petróleo para enfrentar crise energética
Medida busca garantir fornecimento interno diante de instabilidade no Oriente Médio e amplia importação dos EUA.
O Japão vai reduzir a exigência obrigatória de reserva de petróleo do setor privado, passando dos atuais 70 dias para 55 dias, a partir desta quinta-feira, 16, conforme anunciou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria nesta quarta-feira, 15.
A iniciativa tem como objetivo assegurar um fornecimento contínuo de petróleo para atender à demanda do mercado interno. Desde o início do conflito envolvendo o Irã, em 28 de fevereiro, o país tem intensificado a busca por petróleo bruto por rotas alternativas que evitem o Estreito de Ormuz.
Além da flexibilização nas reservas, o governo japonês trabalha para garantir fontes alternativas de petróleo até o fim de 2026, mantendo ao mínimo as liberações futuras de estoques estratégicos.
O Japão também aumentou significativamente as compras de petróleo dos Estados Unidos. Segundo dados da Kpler, cerca de 392 mil barris por dia (bpd) de petróleo bruto norte-americano devem chegar ao Japão em abril, com previsão de aumento para 470 mil bpd em maio.
Esses volumes representam um salto expressivo em relação aos 12 mil bpd registrados em janeiro e aos 50 mil bpd em fevereiro, antes do início do conflito iraniano.
O ministério informou ainda que vai liberar reservas adicionais de petróleo nacional equivalentes a 20 dias, a partir do início de maio, para garantir o abastecimento estável. Isso corresponde a aproximadamente 36 milhões de barris, segundo analistas.
As medidas integram a segunda fase de liberações de reservas do país, após uma liberação equivalente a 50 dias em março, que buscou conter a alta dos preços e minimizar interrupções no fornecimento.
Fonte: Dow Jones Newswires.
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