SEGURANÇA PÚBLICA

São Paulo terá duas novas bases da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado

Bases serão instaladas no Guarujá e em Paulínia para reforçar ações contra o crime organizado em regiões estratégicas do Estado.

Publicado em 15/04/2026 às 11:30
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os governos federal e estadual, representados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador Tarcísio de Freitas, firmaram nesta terça-feira, 14, um convênio de três anos para expandir a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) em São Paulo. Serão criadas duas novas bases: uma no Guarujá, na Baixada Santista, e outra em Paulínia, na região de Campinas.

A FICCO reúne policiais federais, rodoviários federais, penais federais e estaduais, além de policiais civis e militares. Até então, a força possuía apenas uma base, instalada em 2023 na capital paulista. O convênio foi assinado pelos secretários estaduais Oswaldo Nico Gonçalves (Segurança Pública) e Marcelo Streifinger (Administração Penitenciária), pelo superintendente da Polícia Federal em São Paulo, delegado Rodrigo Luís Sanfurgo de Carvalho, e por representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Regiões estratégicas

Segundo Sanfurgo, a escolha de Campinas e da Baixada Santista para as novas bases se deve à relevância econômica dessas áreas. "São regiões estratégicas", afirmou. Ele destacou que a FICCO proporciona um combate mais eficaz e ágil ao crime organizado no Estado. Para o secretário Nico, as novas bases vão fortalecer o rastreamento do fluxo financeiro das organizações criminosas. "A asfixia financeira é fundamental, é preciso tirar o dinheiro do crime organizado", ressaltou.

O Porto de Santos, localizado na Baixada Santista, foi o ponto de partida para o Primeiro Comando da Capital (PCC) iniciar a exportação de cocaína para a Europa e África. Já a região de Campinas, especialmente o Aeroporto de Viracopos, concentra operações de doleiros envolvidos em evasão de divisas por meio de criptoativos e empresas investigadas na Operação Carbono Oculto, que apurou a atuação do crime organizado no setor de combustíveis e a lavagem de dinheiro na Faria Lima.

Resultados e expansão

O modelo da FICCO já é utilizado em outros Estados brasileiros através de convênios semelhantes. Entre os dias 6 e 13 de abril, agentes da FICCO detiveram 143 suspeitos de tráfico, lavagem de dinheiro e outros crimes em todo o país.

Durante as operações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de 1,45 tonelada de drogas, incluindo maconha, cocaína, crack e skunk. Em uma ação específica da FICCO de São Paulo, foram confiscados 673 quilos de maconha.