Eleições no Peru: Keiko Fujimori lidera e disputa pelo 2º turno segue acirrada
Com 80% das urnas apuradas, Keiko Fujimori se destaca, enquanto adversários disputam vaga no segundo turno em meio a acusações e protestos.
Keiko Fujimori, líder da direita peruana e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, mantém-se na liderança do primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, enquanto seus principais adversários travam uma disputa voto a voto pela segunda vaga no segundo turno.
Com 80,4% das urnas apuradas pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Fujimori soma 16,9% dos votos e está próxima de garantir presença no segundo turno, agendado para 7 de junho.
Na sequência, o ex-prefeito ultraconservador de Lima, Rafael López Aliaga, aparece com 12,5%, seguido pelo candidato de centro-esquerda Jorge Nieto, que registra 11,6%. O deputado de esquerda Roberto Sánchez vem logo atrás, com 10,8% dos votos, segundo dados do ONPE.
Devido a problemas na distribuição de material eleitoral, as autoridades estenderam, de forma inédita, a votação até a segunda-feira (13), beneficiando mais de 50 mil eleitores, principalmente na capital, Lima. O pleito deste ano registrou recorde de 35 candidatos à presidência.
Com a apuração em andamento, surgiram acusações de fraude e questionamentos sobre a lisura do processo. López Aliaga pediu a anulação total das eleições, enquanto Sánchez manifestou preocupação com a integridade do pleito, embora nenhum dos candidatos tenha apresentado provas concretas.
Protestos também marcaram o cenário eleitoral, com dezenas de pessoas reunidas em frente à sede do órgão eleitoral em Lima, exigindo a realização de novas eleições.
Annalisa Corrado, chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia, classificou as eleições peruanas como as mais complexas da história do país, reconhecendo a existência de "problemas sérios", mas sem identificar irregularidades no processo.
"Não encontramos, nesta fase, evidências objetivas que sustentem a narrativa de que houve fraude", afirmou Corrado em coletiva de imprensa.
Por Sputnik Brasil