ECONOMIA

Ação do governo para conter alta dos combustíveis intensifica debate sobre quem arca com os custos

Especialistas avaliam que subsídios ao diesel e GLP funcionam como amortecedores temporários, mas alertam para riscos fiscais se medidas virarem regra.

Publicado em 14/04/2026 às 22:02
Reprodução / Agência Brasil

Análise: A recente iniciativa do governo para reduzir o impacto do aumento dos combustíveis reacende a disputa sobre quem, de fato, paga a conta. O economista Inhasz explica que as subvenções ao diesel e ao GLP funcionam como um colchão, ou um amortecedor, diante de choques externos abruptos. "Esse amortecimento acontece via essa medida de intervenção porque ela evita uma transmissão imediata do preço para o consumidor e para a cadeia produtiva como um todo. Mas é importante ressaltar que esse tipo de medida funciona bem quando é temporária", destacou.

O especialista Losekann defende que os subsídios sejam direcionados a grupos específicos. No caso do GLP, essencial para famílias de baixa renda, a intervenção faz sentido, mas não necessariamente para todos os combustíveis.

Ainda sobre o trabalho de contenção de danos, Inhasz ressalta que a credibilidade fiscal é preservada quando os prazos dessas medidas são respeitados. Caso contrário, há risco de comprometimento fiscal, especialmente se a exceção se tornar regra e o governo passar a adotar políticas de intervenção de forma recorrente para neutralizar qualquer tipo de choque.

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Por Sputnik Brasil