TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã consegue resistir a bloqueio no Estreito de Ormuz por semanas ou meses, aponta jornal

Reservas de petróleo fora do Golfo Pérsico e aumento das exportações à China garantem fôlego ao país diante da pressão dos EUA.

Publicado em 14/04/2026 às 10:14
Estreito de Ormuz, no Oriente Médio © ANSA/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a pressão sobre o Irã ao implementar, na última segunda-feira (13), o bloqueio do Estreito de Ormuz. A medida mira diretamente a principal fonte de receita da República Islâmica: o petróleo.

No entanto, segundo informações do Wall Street Journal, Teerã se antecipou ao cenário e formou, nas últimas semanas, uma reserva expressiva da commodity fora do Golfo Pérsico. Isso pode garantir resistência “por semanas ou até meses”.

De acordo com a publicação norte-americana, esse contexto é resultado da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, após bombardeios prolongados pelos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

Desde então, o Irã intensificou suas exportações de petróleo, enviando volumes superiores ao habitual para países aliados. A China destaca-se como o principal destino, absorvendo a maior parte das compras por meio de refinarias independentes.

Levantamento da Vortexa, citado pelo jornal, aponta que o Irã exportou 1,84 milhão de bairros por dia no último mês. Em fevereiro, esse volume chegou a 2,15 milhões de diários de bairro, uma alta de 26% em relação à mídia projetada para 2025.

O fechamento do Estreito de Ormuz, somado às ameaças de retaliação iranianas, foi reposicionado Teerã como peça-chave no fornecimento de petróleo do Oriente Médio. Isso ampliou sua influência sobre o fluxo da commodity e o abastecimento de países dependentes da região.

O Wall Street Journal acrescenta que o Irão mantém cerca de 160 milhões de barris armazenados em navios posicionados fora do Golfo Pérsico, parte já destinada a compradores chineses. Mesmo assim, o país teria capacidade de sustentar o suficiente até meados de julho, considerando o ritmo atual de importações da China.

A estratégia de Trump é pressionar o Irã a negociar por meio do estrangulamento das receitas petrolíferas. Teerã, por sua vez, aposta que pode suportar os efeitos do bloqueio por mais tempo que a economia global, avaliação respaldada pelos estoques já acumulados fora da região.