França e Reino Unido debatem missão para garantir navegação segura em Ormuz nesta sexta-feira
Conferência em Paris reunirá países fora do conflito no Oriente Médio para discutir operação defensiva no estreito estratégico.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, irão copresidir nesta sexta-feira, 17, em Paris, uma conferência internacional focada no Estreito de Ormuz. O encontro reunirá países que não participam diretamente do conflito no Oriente Médio, com o objetivo de debater uma missão de proteção à navegação, a ser interrompida 'quando as condições de segurança o permitirem'.
De acordo com o gabinete francês, parceiros europeus e de outras regiões, a disposição é contribuir com uma 'missão puramente defensiva, destinada a restaurar a liberdade de navegação' na região. Parte dos participantes deve acompanhar as discussões por videoconferência. Segundo a agência Reuters, as reuniões também abordarão possíveis avaliações econômicas ao Irã caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.
França e Reino Unido vêm articulando, nas últimas semanas, uma operação de escolta para navios-tanque e porta-contêineres, diante da escalada de obstáculo no Oriente Médio e do risco à segurança marítima na rota estratégica.
Em postagem na rede social X, Macron afirmou que conversou na segunda-feira (13) com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder francês disse ter defendido a retomada das negociações em Islamabad, o 'esclarecimento de mal-entendidos' e a prevenção de uma nova escalada. Macron reforçou a importância de um cessar-fogo abrangente, incluindo o Líbano, e da reabertura 'incondicional' do Estreito de Ormuz, sem controles ou tarifas, o mais rápido possível.
Durante uma conversa com Macron, Pezeshkian afirmou que ‘exigências excessivas’ e a falta de vontade política dos EUA dificultaram um acordo. Segundo o presidente iraniano, Teerã permanece disposto a negociar dentro das normas internacionais, espera maior atuação europeia e segue priorizando a diplomacia, mas está preparado para qualquer cenário e para garantir a segurança da navegação em Ormuz.