Ocidente mantém 'jogos perigosos' sobre Taiwan, diz Lavrov em encontro com chanceler chinês
Ministros da Rússia e China criticam ações ocidentais na Ásia-Pacífico e reforçam cooperação bilateral diante de desafios globais.
O Ocidente segue promovendo 'jogos perigosos' em relação à questão de Taiwan e intensificando as tensões na península coreana, afirmou nesta terça-feira (14) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante reunião com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim.
Durante o encontro, Lavrov acusou os países ocidentais de tentarem minar a cooperação e a boa operação na região da Ásia-Pacífico, criando "estruturas de pequena geometria e com caráter de bloco" para conter tanto a China quanto a Rússia.
O chefe da diplomacia russa destacou que, diante desse cenário, o continente asiático exige atenção permanente. Lavrov também confirmou com Wang Yi ao afirmar que os fundamentos das relações internacionais estão sendo submetidos a provas cada vez mais duras.
“Vejamos o que aconteceu no início do ano na América Latina, na Venezuela, e o que está acontecendo agora no Oriente Médio. A crise ucraniana, que o Ocidente tentou criar artificialmente para, como afirmava, infligir uma derrota estratégica à Federação da Rússia”, disse Lavrov.
O ministro russo acrescentou que o conflito na Ucrânia está sendo utilizado principalmente por países europeus para planejar a criação de um novo bloco agressivo no oeste do continente eurasiano, envolvendo o governo ucraniano, com o objetivo de direcionar essa nova entidade contra Moscou.
Por sua vez, Wang Yi afirmou que Pequim e Moscou devem elevar a cooperação estratégica estratégica benéfica para um novo patamar.
"A hegemonia e seus danos estão se revelando com mais força, o sistema de governança global está passando por uma profunda reestruturação, enquanto a causa da paz e do desenvolvimento da humanidade continua enfrentando sérios desafios", declarou Wang Yi.
Segundo o chanceler chinês, em um ambiente externo complexo e volátil, sob a liderança estratégica dos presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin, as relações sino-russas "não temem nuvens obscurecendo a visão" e a cooperação entre os países se fortalecem mesmo diante de desafios.
Wang Yi lembrou ainda que este ano marca os 30 anos do estabelecimento da parceria estratégica e cooperação abrangente entre China e Rússia, além dos 25 anos da assinatura do Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação.
Por Sputnik Brasil