TECNOLOGIA MILITAR

Empresa russa Rostec testa com sucesso tecnologia de drones de ataque em grupo

Sistema inovador permite que até dez drones atuem em conjunto, compartilhando informações e coordenando ataques de forma autônoma

Publicado em 14/04/2026 às 04:02
Drones de ataque russos operam em grupo com inteligência artificial em testes da Rostec. © Foto / Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA

A corporação russa Rostec realizou com êxito testes de uma tecnologia que permite o uso coordenado de drones de ataque em grupo, visando a destruição de alvos inimigos complexos, conforme informou a assessoria de imprensa da empresa.

De acordo com especialistas da Rostec, os veículos aéreos não tripulados de ataque podem operar em conjunto, trocando dados sobre os alvos de maneira autônoma. Os sensores instalados nos drones possibilitam a detecção dos alvos, enquanto a tecnologia de inteligência artificial define as tarefas de cada drone integrante do chamado "enxame".

"A tecnologia prevê que uma única pessoa consiga controlar simultaneamente dez munições vagantes. Após a detecção, a rede neural do sistema identifica os alvos de forma autônoma e distribui as tarefas entre as munições, determinando a ordem dos ataques e qual drone será responsável pelo controle objetivo", detalhou a Rostec.

Segundo a estatal russa, o "enxame de drones" foi desenvolvido a partir do VANT Supercam, que utiliza munições vagantes de asa fixa com transmissão de dados aprimorada, além de lançadores e um centro de controle montado sobre uma plataforma automotiva.

A tecnologia já passou por testes preliminares em campo, com destruição de alvos práticos, segundo informou a Rostec.

"Durante os testes, um grupo de drones sobrevoou a área em modo de busca. O primeiro aparelho a identificar um alvo transmitiu a informação para os demais drones do complexo. A confirmação do alvo foi feita por um operador humano, e, em seguida, todos os drones do grupo participaram do ataque", descreve o material da Rostec.

Os especialistas acrescentaram que, futuramente, a tecnologia de interação em grupo poderá ser fundamental para superar sistemas antiaéreos inimigos e garantir a destruição de alvos complexos por meio de ataques concentrados.

Por Sputnik Brasil