ECONOMIA | ENERGIA

Venezuela firma acordos com Chevron para impulsionar produção de petróleo

Parceria prevê troca de ativos e aumento da participação da Chevron em bloco estratégico; governo venezuelano volta a pedir fim das sanções.

Publicado em 14/04/2026 às 00:17
Autoridades venezuelanas e Chevron firmam acordo para ampliar produção de petróleo no país. © AP Photo / Ernesto Vargas

A Venezuela assinou nesta segunda-feira (13) novos acordos de cooperação com a petroleira norte-americana Chevron, visando ampliar a produção de petróleo no país. O anúncio foi feito pela presidente interina Delcy Rodríguez, que, na ocasião, reiterou o pedido pelo fim das sanções internacionais impostas à Venezuela.

De acordo com Rodríguez, os acordos envolvem a troca de ativos, incluindo um campo de gás, em troca de participação no bloco petrolífero Ayacucho 8, que passará a integrar a produção da empresa mista Petropiar, operada em conjunto com a Chevron. A expectativa é de que a iniciativa contribua para avanços significativos na capacidade produtiva nacional.

Rodríguez ressaltou ainda que os recursos provenientes dessas novas parcerias serão destinados a benefícios compartilhados entre os povos da Venezuela e dos Estados Unidos.

Durante a cerimônia realizada no Palácio de Miraflores, a dirigente voltou a defender o fim das sanções, argumentando que a medida é fundamental para garantir segurança jurídica e atrair investimentos de longo prazo no setor energético.

O representante da Chevron, Javier La Rosa, destacou que as empresas mistas formadas com a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) concentram atualmente a maior parte da produção de petróleo do país. Segundo ele, a Chevron busca consolidar sua atuação como parceira estratégica de longo prazo na Venezuela.

Para La Rosa, a assinatura dos acordos representa o início de uma nova etapa nas relações entre a Chevron e o setor petrolífero venezuelano.

Os entendimentos ocorrem em meio à retomada das relações diplomáticas entre Caracas e Washington, restabelecidas em março, e integram uma agenda bilateral que prevê flexibilização de restrições, comercialização de petróleo e ampliação da participação de empresas estrangeiras no setor de hidrocarbonetos. Enquanto isso, o sequestro do presidente Nicolás Maduro chega a 101 dias.

Por Sputnik Brasil