ECONOMIA INTERNACIONAL

Dirigente do Fed avalia que impacto da guerra pode ser limitado com avanço nas negociações

Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, aponta que diálogo com Irã pode conter efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio.

Publicado em 13/04/2026 às 17:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, afirmou que o impacto econômico da guerra no Oriente Médio pode ser limitado, caso haja progresso nas negociações envolvendo o Irã. Segundo ele, se as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, levarem Teerã à mesa de diálogo, os efeitos do conflito "podem não durar tanto".

Por outro lado, Goolsbee alertou, em entrevista à Fox News nesta segunda-feira, que um cenário de preços elevados do petróleo por um período prolongado tende a aumentar as pressões inflacionárias. "Se o petróleo ficar em US$ 90 por barril mês após mês, isso começaria a se espalhar para outros preços", explicou, acrescentando que os preços futuros indicam que o mercado acredita em um choque de curta duração.

O dirigente também destacou que a resiliência do consumo permanece como um fator-chave para a atividade econômica. "Enquanto o consumo permanecer forte, o crescimento econômico também será", afirmou.

Apesar disso, Goolsbee ponderou que sinais de deterioração podem surgir. "Não se surpreenda se houver uma piora na confiança do consumidor", disse, ressaltando que uma queda nesse indicador pode refletir mudanças no comportamento dos agentes diante das incertezas.