Professores do estado de SP encerram greve, mas mantêm mobilização
Categoria decide por fim à paralisação, mas segue pressionando por demandas e agenda de atos em São Paulo
Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram, em assembleia realizada na última sexta-feira (10), encerrar a greve iniciada na quinta-feira (9). Apesar do fim da paralisação, a categoria optou por manter um calendário de mobilizações em todo o estado.
De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), cerca de 10 mil participantes deliberaram pelo encerramento da greve, que teve adesão média de 40% da rede estadual. O movimento será interrompido por meio de atos, reuniões e ações de mobilização junto à comunidade escolar.
Notícias relacionadas:
- Enem 2026: período para pedir autorização da taxa começa hoje.
- Censo: 50% de alunos cotistas nas Federais concluem graduação.
- Os professores poderão participar da olimpíada inédita de matemática.
Para esta terça-feira (14), está prevista uma mobilização a partir das 14h30 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) , onde os professores pretendem acompanhar os debates e impulsionar os parlamentares pela retirada de pauta do PL 1.316, referente à Reforma Administrativa da Educação.
Uma nova assembleia estadual está marcada para o dia 28 de abril, às 15h, também na Alesp, quando serão definidos os próximos passos do movimento.
Demandas
A categoria reajuste salarial, aplicação correta do piso nacional como base da carreira, valorização profissional, melhores condições de trabalho e mudanças em políticas educacionais em curso no estado.
A pauta inclui ainda a retirada de pauta do PL 1.316, que trata da Reforma Administrativa da Educação, e a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade.
Os professores também solicitam a abertura de novas turmas para o ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno e educação especial inclusiva para atender alunos atípicos e com deficiência.
Outro ponto destacado é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê equiparação salarial dos professores da educação básica aos demais profissionais de nível superior.
A categoria também questiona a chamada “plataformização do ensino”, que se refere à crescente integração de plataformas privadas na rotina escolar e no processo de aprendizagem.