ELEIÇÕES NO PERU

Autoridade eleitoral do Peru oferece nova chance a eleitores prejudicados por atrasos

Centros de votação reabrem nesta segunda-feira (13) para mais de 60 mil eleitores afetados por problemas logísticos.

Publicado em 12/04/2026 às 22:54
Centros de votação reabrem no Peru após atrasos, permitindo que eleitores afetados possam votar. © AP Photo / Martin Mejia

Após atrasos na instalação das mesas de votação durante as eleições gerais deste domingo (12) no Peru, que impediram mais de 60 mil pessoas de votar, as autoridades eleitorais decidiram reabrir centros de votação nesta segunda-feira (13).

De acordo com o Júri Nacional Eleitoral, as regiões mais impactadas foram Lima Metropolitana e, no exterior, as cidades de Orlando, Flórida, e Paterson, Nova Jersey, nos Estados Unidos.

"O horário de instalação das mesas de votação será estendido até o dia 13 de abril, das 7h da manhã às 14h, de acordo com seus fusos horários", informou a autoridade em coletiva de imprensa.

O órgão solicitou ainda que o processamento dos resultados nos centros de apuração não seja afetado. Até o momento, apenas 0,38% das atas haviam sido contabilizadas.

Os atrasos geraram protestos em Lima, onde manifestantes exigiram a renúncia do chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Piero Corvetto, em função dos problemas registrados durante o pleito.

Segundo dados oficiais, 99,8% das mesas de votação foram instaladas em todo o território peruano. Cerca de 27 milhões de eleitores estavam aptos a escolher o novo presidente para um mandato de cinco anos, além de vice-presidentes, congressistas e representantes ao Parlamento Andino.

Diante da situação, a Junta Nacional de Justiça anunciou que solicitará a abertura de investigações disciplinares para apurar possível descumprimento das normas da ONPE.

Além de eleger o nono presidente em dez anos e dois vice-presidentes, os peruanos também escolherão 60 senadores, 130 deputados federais e cinco representantes para o Parlamento Andino, que reúne Bolívia, Colômbia e Equador.

Por Sputnik Brasil