REGULAMENTAÇÃO DE APOSTAS

Instituto Brasileiro de Jogo Responsável rebate Lula e defende regulamentação das bets

Após críticas do presidente Lula sobre o impacto das apostas, IBJR argumenta que a regulação é a melhor forma de proteger a sociedade e evitar prejuízos aos cofres públicos.

Publicado em 09/04/2026 às 16:08

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) divulgou nota em resposta às declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feitas durante entrevista ao canal ICL Notícias na última quarta-feira, 8. O IBJR defende que a regulamentação do mercado de apostas esportivas, conhecida como apostas, é o caminho mais eficaz para proteger a sociedade.

Durante uma entrevista, Lula questionou a permanência das apostas no Brasil e sugeriu a possibilidade de extingui-las, citando o endividamento das famílias. O presidente também exerceu a atuação de parlamentares e partidos ligados ao setor. "Se as apostas causam mal, por que não acabamos com elas?", indagou. "Não é possível continuar com essa jogatina desenfreada nesse País."

Em resposta, a IBJR argumentou que o fim do mercado legal não eliminaria a demanda da sociedade , mas levaria todos para a informalidade, retirando os mecanismos de proteção e reduzindo significativamente a arrecadação destinada a serviços públicos essenciais.

Segundo dados apresentados pelo instituto, o mercado ilegal já representa aproximadamente 51% das apostas no País, movimentando R$ 40 bilhões por ano à margem da lei e causando um prejuízo estimado de R$ 10,8 bilhões aos cofres públicos, conforme levantamento do Instituto Locomotiva e da LCA Consultoria.

A entidade também destacou que os gastos com apostas equivalem de 0,2% a 0,5% do consumo das famílias brasileiras, enquanto o principal fator de superendividamento é o cartão de crédito, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC).