SEGURANÇA PÚBLICA

Operação do GAECO prende policial militar com drogas e R$ 7,7 mil em Maceió

Ação do Ministério Público investiga desvios de conduta, abuso de autoridade e corrupção em abordagens policiais na capital alagoana

Por Redação Publicado em 09/04/2026 às 09:25
MPAL

Uma operação de busca e apreensão deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) resultou na prisão em flagrante de um policial militar em Maceió. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Alagoas (MPAL), revelou um esquema suspeito de desvios de conduta funcional e práticas criminosas envolvendo agentes de segurança pública.

Na residência do militar, as equipes apreenderam um verdadeiro arsenal de entorpecentes, incluindo maconha, crack e cocaína (em pó e em pinos), além de uma balança de precisão e a quantia de R$ 7.784,00 em espécie. O agente foi autuado imediatamente por tráfico de drogas.

Foco no Combate à Corrupção

A ofensiva é o desdobramento de investigações sobre o uso indevido da estrutura estatal para fins ilícitos. Segundo o MPAL, há indícios de que agentes estariam envolvidos em crimes como:

Abuso de autoridade

Extorsão qualificada

Corrupção

Manipulação de ocorrências

A 17ª Vara Criminal da Capital autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e funcionais de servidores públicos e particulares ligados ao grupo investigado.

Integridade das Instituições

O objetivo central da operação é esclarecer excessos cometidos em intervenções policiais recentes dentro de residências e estabelecimentos comerciais. As suspeitas apontam para a imposição de exigências indevidas no exercício do cargo.

“Este trabalho visa garantir a legalidade da atividade policial, coibir desvios de poder e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições”, afirmou o promotor de Justiça Napoleão Amaral, coordenador do GAECO.

Todo o material apreendido passará por perícia técnica. O Ministério Público informou que seguirá com a análise das provas para definir as responsabilidades penais e administrativas de cada envolvido, reforçando o compromisso com os princípios da legalidade e da moralidade pública.