VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Universitário é preso no Rio suspeito de estuprar adolescente dentro de bar em Botafogo

Jovem de 19 anos foi detido após investigação apontar abuso sexual contra adolescente em bar na zona sul do Rio; polícia reúne provas e perícia confirma crime.

Publicado em 08/04/2026 às 18:33
Reprodução / Agência Brasil

Alerta: O texto a seguir aborda temas sensíveis, como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você ou alguém que conhece está passando por esse tipo de situação, ligue 180 e denuncie.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (8), um estudante universitário suspeito de estuprar uma adolescente dentro de um bar em Botafogo, na zona sul da capital fluminense.

João Pedro Hassan de Gusmão Lobo foi detido por agentes da 10ª Delegacia de Polícia (Catete), responsável pela investigação, após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva por estupro qualificado. A defesa do suspeito não foi localizada até o momento.

Segundo a polícia, o crime ocorreu na última segunda-feira (6). No mesmo dia, a vítima compareceu à delegacia acompanhada da mãe para registrar a denúncia. Conforme relato da adolescente, era o segundo encontro com o rapaz, marcado nas proximidades da escola onde ela estuda, em Botafogo.

Depois, ambos seguiram para um shopping, onde fizeram uma refeição. De acordo com a vítima, João Pedro insistiu para que ficassem a sós em um local reservado, sugerindo inclusive o estacionamento do centro comercial, proposta recusada pela jovem.

Em seguida, os dois foram a um bar. Ainda segundo a adolescente, o universitário voltou a insistir em ter um momento de intimidade e sugeriu irem juntos ao banheiro do estabelecimento, o que novamente foi negado por ela.

Segundo o relato, ao ir sozinha ao banheiro feminino, João Pedro a seguiu, tomou o celular dela e trancou a porta com os dois dentro do local.

"Segundo apurado, o investigado passou então a constranger a vítima à prática de atos sexuais sem seu consentimento e, na sequência, mediante o uso de força física, consumou a conjunção carnal, ignorando os pedidos de interrupção feitos pela menor, que verbalizava dor e solicitava que cessasse a agressão", informou a Polícia Civil.

O exame pericial confirmou o abuso sexual e outras provas reunidas durante a investigação comprovaram a materialidade do crime. Por isso, a autoridade policial representou pela prisão do suspeito por estupro qualificado.