INDICADORES INDUSTRIAIS

Indústria tem alta de 4,9% no faturamento em fevereiro, mas segue em queda no ano

Economia, CNI, indústria, faturamento da indústria

Publicado em 08/04/2026 às 18:27
Faturamento da indústria cresce em fevereiro, mas setor ainda enfrenta queda anual e desafios econômicos.

O faturamento real da indústria de transformação avançou 4,9% em fevereiro, conforme mostram os Indicadores Industriais divulgados nesta quarta-feira (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em janeiro, o crescimento havia sido de 1,3%, resultando em alta acumulada de 6,2% frente a dezembro de 2025.

Apesar da sequência positiva no início de 2026, o setor industrial ainda não demonstra sinais de recuperação consistente, permanecendo pressionado por juros elevados e pela desaceleração econômica.

Queda em 12 meses

Na comparação com o mesmo período de 2025, o cenário permanece negativo. No primeiro bimestre de 2026, o faturamento da indústria recuou 8,5%, considerando janeiro e fevereiro.

Segundo a CNI, o resultado reflete uma base de comparação enfraquecida, mais do que uma melhora estrutural da atividade industrial.

“Ainda é cedo para apontar uma reversão do quadro negativo visto desde o segundo semestre do ano passado”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.

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Produção reage

As horas trabalhadas na produção aumentaram 0,7% em fevereiro, registrando o segundo mês consecutivo de alta. Apesar disso, o indicador acumula queda de 2,7% em relação ao primeiro bimestre de 2025.

De acordo com a CNI, o crescimento recente compensa apenas parte das perdas observadas na segunda metade do ano passado.

Capacidade estável

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) teve leve recuo, passando de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro. No acumulado do bimestre, o nível está 1,6 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Emprego parado

Os indicadores do mercado de trabalho industrial permaneceram praticamente estáveis. O emprego caiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, acumulando retração de 0,4% no primeiro bimestre frente ao ano anterior.

A massa salarial e o rendimento médio não apresentaram variações significativas no mês. No acumulado do ano, a massa salarial registra alta de 0,9% e o rendimento médio, crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.