Bolsas de NY fecham em alta impulsionadas por cessar-fogo entre EUA e Irã
Principais índices de Wall Street avançam mais de 2% após anúncio de trégua internacional, apesar de incertezas sobre o acordo.
As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta-feira, 8, com forte valorização. Os três principais índices de referência registraram ganhos superiores a 2%, refletindo o alívio proporcionado pelo acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado entre Estados Unidos e Irã. A trégua resultou em otimismo generalizado nos mercados e provocou queda acentuada nos preços do petróleo, mesmo diante de informações desencontradas sobre as cláusulas do acordo e divergências quanto ao fluxo no estreito de Ormuz.
O índice Dow Jones subiu 2,85%, fechando aos 47.909,92 pontos. O S&P 500 avançou 2,51%, encerrando em 6.782,81 pontos, enquanto o Nasdaq registrou alta de 2,80%, alcançando 22.635,00 pontos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, concordou com o cessar-fogo, que também recebeu o endosso do Irã e de Israel. Apesar do alívio predominante nos negócios, o cenário permanece instável. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a trégua não representa o fim da campanha militar. Autoridades iranianas também expressaram desconforto com supostos descumprimentos de cláusulas do acordo. A Casa Branca, por sua vez, afirmou que a trégua se baseia em um plano mais razoável, diferente da proposta inicial de 10 pontos apresentada pelo Irã.
Entre as ações do setor de defesa, os papéis oscilaram sem direção única. A Lockheed Martin encerrou o dia com alta de 0,12%, a RTX Corporation avançou 2,8% e a Northrop Grumman recuou 0,44%.
No setor petrolífero, os ativos registraram quedas expressivas, com Chevron caindo 4,3% e ExxonMobil, 4,7%. Em contrapartida, as companhias aéreas tiveram forte desempenho: United Airlines disparou 7,9% e Delta registrou alta de 3,8%, impulsionada também pela divulgação de balanço positivo.
O ambiente mais ameno também beneficiou os bancos, que fecharam com ganhos superiores a 4%, incluindo Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley e Western Alliance.
No segmento de tecnologia, a Intel se destacou com valorização de 11,4%, após anunciar parceria no projeto Terafab, voltado à produção de chips para a SpaceX, xAI e Tesla. A Meta registrou alta de 6,5%, ao lançar um novo modelo de linguagem de grande porte, considerado seu primeiro avanço relevante em inteligência artificial em mais de um ano.
Os desdobramentos geopolíticos acabaram ofuscando a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve, também realizada nesta quarta-feira.