SAÚDE

Entidade alerta para ausência de autoinjetor de adrenalina aprovado no Brasil

Após apreensão do Epipen, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia reforça inexistência de dispositivos autorizados pela Anvisa no país.

Publicado em 08/04/2026 às 17:05
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.

O comunicado foi divulgado após a Anvisa determinar a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela Farmácia Pague Menos, devido à ausência de registro no órgão regulador. "Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança", destacou a Anvisa em nota publicada na última quinta-feira, 2.

Em resposta, a Pague Menos informou ter tomado ciência da decisão, mas negou importar ou comercializar o produto. "A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos", declarou a empresa.

Riscos

A Asbai alerta que "medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves, incluindo produtos falsificados, soluções com dosagem inadequada, dispositivos com falhas mecânicas e substâncias contaminadas".

Segundo a entidade, "o uso desses materiais pode levar a reações adversas graves, ineficácia no momento da emergência e, em situações extremas, risco de óbito".

A anafilaxia, condição para a qual a adrenalina é indicada, é considerada a reação alérgica mais grave e pode ser fatal se não identificada e tratada rapidamente. "A condição é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente a óbito se não houver intervenção a tempo. Medicamentos, alimentos, ferroadas de insetos e látex estão entre as principais causas da anafilaxia", ressalta a associação.

Pacientes com risco de anafilaxia devem, conforme orientação da Asbai, seguir rigorosamente o plano de emergência elaborado pelo médico alergista-imunologista responsável e, quando necessário, buscar orientações sobre os trâmites legais para importação do medicamento.