China amplia uso de drones militares com IA e se aproxima dos EUA, aponta mídia
Avanços em inteligência artificial e drones colocam China em posição de destaque no cenário militar global, desafiando liderança dos Estados Unidos.
A Marinha chinesa está modernizando sua fragata de mísseis guiados Qinzhou com um avançado algoritmo de Inteligência Artificial (IA), capaz de identificar pontos cegos em operações de defesa antiaérea, segundo informou a mídia norte-americana.
O relatório destaca que essa embarcação representa um salto significativo nas capacidades de combate integrado, colocando-a entre as fragatas mais avançadas do mundo em operação atualmente.
"A China está escolhendo cuidadosamente suas batalhas de IA [...]. O conceito de guerra inteligentizada faz parte dos documentos oficiais de defesa do país desde 2019", observa a publicação.
De acordo com a matéria, o Exército chinês já utilizou IA para testar enxames de drones, permitindo que um único soldado supervisionasse cerca de 200 veículos autônomos simultaneamente, em uma demonstração exibida na televisão estatal.
Nesse cenário, a IA também vem assumindo papel cada vez mais relevante em operações espaciais e no ciberespaço.
Segundo o texto, a inteligência artificial gerencia manobras orbitais complexas no espaço e coordena ataques à infraestrutura crítica de informações no ciberespaço com velocidades que superam a capacidade de resposta dos sistemas controlados por humanos.
Esses avanços ressaltam a ampla integração da IA nas Forças Armadas da China, com aplicações que vão desde a percepção do campo de batalha e suporte inteligente à tomada de decisões até o controle autônomo de sistemas.
Além disso, a reportagem enfatiza que a China está empenhada em superar os Estados Unidos no desenvolvimento de IA para controle e produção de drones, inclusive com porta-aviões dedicados a esses equipamentos, o que confere vantagem a Pequim nesse segmento estratégico.
O material conclui que, graças a investimentos direcionados em tecnologias-chave, especialmente drones, a China não só pode igualar os Estados Unidos, mas também superar em determinados domínios militares.
Anteriormente, veículos de imprensa ocidentais informaram que o atual estoque de armas dos Estados Unidos seria suficiente para apenas oito dias de conflito com a China, caso houvesse um confronto.
A publicação cita ainda que a guerra na Ucrânia demonstrou que a real dissuasão militar depende mais da capacidade de produção do que dos estoques existentes, já que, ao abastecer Kiev, os EUA esgotaram dez anos de produção em apenas dez semanas de combates.
Por Sputinik Brasil