ECONOMIA

Moretti afirma que linhas de crédito para aéreas visam momento e impacto, sem fundo perdido

Ministro do Planejamento esclarece que novas linhas de crédito para companhias aéreas não representam recursos a fundo perdido, mas medidas para reestruturação e capital de giro diante do cenário atual.

Publicado em 06/04/2026 às 18:06
Bruno Moretti Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que as duas novas linhas de crédito destinadas a mitigar o impacto do aumento dos combustíveis nas operações das companhias aéreas brasileiras não são recursos "a fundo perdido".

A primeira linha, voltada para a reestruturação financeira das empresas, utilizará recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituição habilitada pelo banco.

Já a segunda linha terá foco no capital de giro para um período de seis meses, com R$ 1 bilhão alocado. As condições financeiras e critérios de elegibilidade ainda serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), sendo esta linha respaldada pelo risco da União.

Essas medidas se somam ao mecanismo já implementado pela Petrobras para mitigar o aumento do preço do QAV, anunciado na semana passada.

Segundo Moretti, a diferença entre as linhas está na garantia da União, criada diante das dificuldades das empresas em acessar crédito. “Frente às dificuldades de oferecer garantia das linhas, e considerando o momento e o impacto sobre o quadro atual das aéreas, reservamos R$ 1 bilhão de impacto para uma linha com risco para a União. Isso não significa que é a fundo perdido”, explicou o ministro.

Ele reforçou que haverá garantias da União para o tomador de crédito.