EUA ameaçam intensificar ofensiva contra Irã e pressionam por acordo
Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirma que ofensiva será a mais dura já realizada, enquanto Trump endurece discurso após vazamento de operação militar.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que este será "o dia mais duro" da ofensiva contra o Irã, sinalizando uma intensificação nas ações militares sob orientação direta do presidente Donald Trump. "Amanhã (terça-feira, 7), o Irã tem uma escolha. Escolha sabiamente", afirmou Hegseth, reforçando que o republicano "não blefa".
Durante coletiva de imprensa na Casa Branca nesta segunda-feira, 6, Trump adotou tom firme ao comentar o vazamento de informações sobre uma operação de resgate de pilotos americanos em território iraniano. O presidente defendeu punição ao responsável: "Temos que encontrar essa pessoa. É alguém doente", disse. "O vazador deveria ir para a prisão", completou, citando questões de segurança nacional. Trump ainda sugeriu que pode pressionar veículos de imprensa a revelarem a fonte do vazamento.
Na mesma ocasião, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, confirmou que os EUA conduziram uma operação de desinformação para despistar forças iranianas durante o resgate dos militares. Segundo Ratcliffe, a ação deixou o Irã "envergonhado e, no fim, humilhado" pelo sucesso da missão, declaração reforçada por Hegseth momentos depois.
Trump voltou a destacar a operação como demonstração de força militar dos EUA, afirmando que as tropas "eliminaram todas as ameaças" e saíram do território iraniano sem baixas. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, informou que mais detalhes da ação serão apresentados em nova coletiva nesta terça-feira.