Galípolo aponta incômodo causado por dissonância entre dados oficiais e percepção econômica
Presidente do Banco Central destaca papel dos choques de oferta na diferença entre indicadores e sentimento do mercado
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (6) que os choques de oferta recentes explicam, em parte, a dissonância observada entre os números oficiais da economia e o sentimento econômico em vários países. “Isso também tem alimentado um certo grau de ceticismo nos números oficiais, em função dessa dissonância”, destacou Galípolo.
Segundo ele, essa dissonância de primeira ordem, provocada pelos choques de oferta, tem se refletido no comportamento dos agentes econômicos e reverberado em outras dissonâncias, que “têm gerado algum tipo de incômodo”.
O presidente do BC lembrou ainda que, nos últimos seis anos, o mundo enfrentou quatro choques de oferta. “Acho que todos nós gostaríamos de ter uma pausa em participar de grandes eventos históricos”, comentou, em tom descontraído.
As declarações foram feitas durante a abertura do XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), no Rio de Janeiro.