TENSÃO INTERNACIONAL

Trump mantém prazo do dia 7 para acordo com Irã e considera proposta insuficiente

Presidente dos EUA afirma que oferta de Teerã não atende às exigências e ameaça consequências mais duras caso não haja concessões.

Publicado em 06/04/2026 às 12:46
AP/Alex Brandon

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira (6) que o prazo de terça-feira (7) para um acordo com o Irã é definitivo e avaliou como insuficiente a proposta apresentada por Teerã para encerrar o conflito, ainda que reconheça avanços nas negociações.

Durante evento de Páscoa na Casa Branca, Trump classificou a oferta iraniana como "um grande passo", mas ponderou que ainda não atende às exigências de Washington. Reiterou que o Irã não pode desenvolver armas nucleares e indicou que a guerra pode ser encerrada rapidamente, caso haja concessões adicionais — sem detalhar quais seriam essas concessões. O presidente também destacou que os negociadores iranianos têm se mostrado "razoáveis".

Apesar dos sinais de avanço, Trump voltou a elevar o tom ao alertar que o Irã enfrentará consequências mais severas caso não ceda, incluindo possíveis ataques à infraestrutura, como pontes e usinas de energia. Mesmo assim, demonstrou expectativa por uma resolução em breve e ressaltou que os EUA possuem "muitas alternativas" para lidar com o impasse.

Trump afirmou ainda que Washington poderia encerrar a operação "agora mesmo", mas prefere avançar até alcançar seus objetivos estratégicos. Sinalizou também interesse econômico ao afirmar que, "se pudesse escolher, ficaria com o petróleo" iraniano.

O presidente relatou que forças americanas sofreram danos em operações recentes, incluindo helicópteros atingidos durante tentativas de resgate de militares, e disse que o Irã "teve um golpe de sorte". Segundo ele, Teerã ainda mantém parte de sua capacidade militar, com mísseis e drones, embora reduzida.

Trump sugeriu ainda que a população iraniana poderá reagir ao regime "assim que for seguro", defendeu sua condução do conflito e afirmou que mantém apoio político interno. Por fim, voltou a criticar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pela falta de apoio às ações dos EUA e mencionou aproximação com a Venezuela, que classificou como uma "ótima parceria".