COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Petro pede extensão do Pix à Colômbia e diz que narcotráfico 'zomba' de sanções dos EUA

Presidente colombiano defende integração financeira com o Brasil e critica eficácia das sanções americanas contra o crime organizado.

Publicado em 06/04/2026 às 10:29

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou ao Brasil a ampliação do sistema de pagamentos instantâneos Pix para o território colombiano. Em publicação na rede social X, Petro também voltou a criticar a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), dos Estados Unidos, ao afirmar que a ferramenta "já não é uma arma contra o narcotráfico" e que o crime organizado "zomba" das restrições impostas.

"Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia. Tomara que deixe de considerar a lista da OFAC, que já não funciona", escreveu Petro. Segundo o presidente, criminosos conseguem driblar as sanções americanas e operar a partir de centros financeiros como Dubai, onde, segundo ele, "vivem no luxo".

Petro ainda declarou que a OFAC estaria sendo utilizada para perseguir opositores políticos, classificando o mecanismo como "um sistema aberrante de controle político". No mesmo texto, o presidente defendeu a necessidade de uma governança global democrática e criticou conflitos internacionais, afirmando que "nenhuma guerra é boa".

Sobre a política antidrogas, Petro alegou que líderes do narcotráfico operam fora da Colômbia com proteção indireta de acordos judiciais. Segundo ele, chefes de grupos armados expandem operações para outros mercados enquanto evitam extradição.

Na publicação, o presidente colombiano também fez críticas à atuação dos Estados Unidos em conflitos e defendeu o fim das guerras, além de abordar episódios de violência política. Petro afirmou ainda que a taxa de homicídios na Colômbia caiu e demonstrou expectativa de que a tendência continue.