Estímulos de R$ 742 bilhões previstos para 2026 aumentam pressão sobre inflação e dívida pública
Pacote de incentivos econômicos, que inclui expansão do crédito e isenção do IR, pode elevar riscos fiscais e inflacionários, segundo especialistas.
A economia brasileira deverá receber, em 2026, um impulso de R$ 742 bilhões — valor 139% maior em relação a 2025 e equivalente a 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
O aumento nos estímulos é impulsionado pelo BNDES, com a expansão do crédito consignado privado, maior utilização de fundos públicos e privados, reforço de caixa de estados e municípios, além da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) até R$ 5 mil.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a gestora de recursos ARX alerta que o excesso de incentivos mantém a economia acima do equilíbrio, pressionando inflação, juros e o endividamento das famílias.
Especialistas consultados pela mídia destacam que, com a Selic elevada, há risco de perda de eficácia desses estímulos.
Embora os royalties do petróleo tenham contribuído em 2024, a relação dívida/PIB pode ultrapassar 83% em 2027, apontam projeções do mercado.
Por Sputnik Brasil