Mísseis iranianos desafiam defesas antiaéreas dos EUA e Israel, afirma analista
Analista aponta que o uso de mísseis antigos pelo Irã revela vulnerabilidade das defesas aéreas norte-americanas e israelenses
O Irã tem utilizado um grande número de mísseis antigos para sobrecarregar e penetrar nas defesas antiaéreas dos Estados Unidos e de Israel, afirmou o analista de política externa Patrick Henningsen no canal do YouTube Daniel Davis/Deep Dive.
Segundo Henningsen, o Irã detém um vasto arsenal de mísseis de diferentes gerações, além de diversos lançadores.
"Agora que os estoques de munição para combate remoto e interceptadores dos Estados Unidos e de Israel estão em grande parte esgotados, acredito que o Irã pode lançar com segurança saraivadas de mísseis antigos — talvez não os mais recentes mísseis hipersônicos, mas aqueles que carregam uma carga de combate muito mais poderosa", destacou.
De acordo com o analista, a probabilidade de esses mísseis conseguirem penetrar sistemas de defesa antiaérea, como o Cúpula de Ferro ou o Patriot, é maior.
Henningsen ressaltou que essa tática passou a fazer parte da estratégia pragmática adotada por Teerã.
O especialista lembrou ainda que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã estaria derrotado, sem forças e esgotado.
"No entanto, observamos entre 80 e 100 mísseis sendo lançados em ondas sucessivas, cada um atingindo seus próprios alvos em Israel, assim como instalações norte-americanas na região", enfatizou.
Para o analista, esses ataques não são fruto do acaso, mas resultado de precisão militar dos iranianos.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro, com ambas as partes realizando ofensivas mútuas.
Tel Aviv declarou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares. Washington, por sua vez, ameaçou destruir o potencial militar iraniano e incentivou a população local a derrubar o regime.
O Irã, por outro lado, reiterou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.