Trump afirma ter resgatado piloto; Irã nega e divulga imagens de aeronaves abatidas
Conflito no Oriente Médio: Estados Unidos e Irã trocam acusações sobre operação de resgate e perdas militares
O confronto entre Irã e Estados Unidos ultrapassou o campo militar e ganhou força na guerra de informações. O Irã intensificou a resposta à ofensiva midiática do presidente norte-americano, Donald Trump, desde o início do conflito. O episódio mais recente envolve a alegação de Trump de que um piloto norte-americano teria sido resgatado em território iraniano, após seu caça ser abatido por forças inimigas.
Neste domingo (5), Donald Trump declarou em sua rede social, a Truth Social, que as Forças Armadas dos EUA conseguiram resgatar o piloto com vida, embora "gravemente ferido". "Resgatamos o piloto em plena luz do dia, algo incomum, passando sete horas no Irã. Uma incrível demonstração de bravura e talento de todos!", afirmou. Até o momento, no entanto, não há fotos ou vídeos oficiais do resgate ou do militar resgatado.
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Em resposta às declarações de Trump, a agência estatal iraniana Tasnin divulgou imagens de destroços de aeronaves, supostamente norte-americanas. Segundo a agência, as aeronaves foram abatidas pelo exército iraniano durante tentativas dos EUA de resgatar o piloto desaparecido.
“O porta-voz do quartel-general das Forças Armadas do Irã anunciou neste domingo, 5, que forças militares iranianas destruíram várias aeronaves dos Estados Unidos no sul de Isfahan, frustrando uma tentativa de missão de resgate de um piloto de caça americano abatido”, informou a agência Tasnin.
As fotos mostram destroços do que seriam dois helicópteros. Conforme a Tasnin, foram abatidos dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte C-130. "O porta-voz destacou que a operação resultou na destruição de várias aeronaves hostis e classificou o episódio como mais uma derrota humilhante para os Estados Unidos, traçando um paralelo com a fracassada operação Eagle Claw, de 1980", acrescentou a agência.
Fracasso em 1980
A operação Eagle Claw ("Garra de Águia") foi conduzida pelo Exército dos EUA em 1980 para resgatar 52 reféns mantidos na embaixada norte-americana em Teerã, capital do Irã. Na ocasião, diversas aeronaves, entre helicópteros e aviões, foram empregadas, mas falhas mecânicas e problemas climáticos levaram à perda de vários equipamentos militares. Oito militares morreram antes de chegarem à capital iraniana, o que levou o então presidente Jimmy Carter a abortar a missão. O fracasso da operação é frequentemente lembrado e celebrado no Irã.