Pai de argentina presa por racismo no Rio é acusado de repetir gestos da filha
Empresário Mariano Páez nega autenticidade de vídeo em que aparece imitando gesto racista; filha foi detida em Ipanema após denúncia.
O empresário argentino Mariano Páez, pai da advogada Agostina Páez, presa por racismo no Brasil, foi acusado de repetir os gestos que levaram à prisão da filha, segundo veículos de imprensa da Argentina. Agostina, de 29 anos, havia acabado de retornar ao país natal após ser solta mediante pagamento de fiança pelo pai. Mariano Páez alega que o vídeo divulgado é forjado.
Agostina foi denunciada por praticar gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, em 14 de janeiro. Conforme denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Agostina "estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de negro, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor".
No vídeo ao qual a imprensa argentina teve acesso, Mariano Páez aparece imitando o gesto racista atribuído à filha no Rio de Janeiro.
Na tarde desta sexta-feira (3), o empresário se defendeu, afirmando que as imagens são falsas. "Me passaram o vídeo hoje de manhã, não entendo tanta maldade e ódio das pessoas", declarou à imprensa argentina. "Me pediram 5 milhões (de pesos argentinos) para não divulgá-lo."
"Não sei como fizeram", acrescentou. "Será que usaram inteligência artificial? Creio que sim."
Apesar disso, Mariano admitiu ter frequentado o bar exibido no vídeo. "Sempre vou àquele bar, sou habitué desse bar", disse, reconhecendo também as outras pessoas presentes nas imagens.