Aliados dos EUA articulam negociação para desbloqueio do estreito de Ormuz sem Trump
Países europeus, asiáticos e do Oriente Médio discutem alternativas para garantir fluxo energético global caso Washington se retire das negociações com o Irã.
Aliados dos Estados Unidos iniciaram discussões sobre alternativas para reabrir o estreito de Ormuz sem o envolvimento direto de Washington, segundo veículos da mídia ocidental.
Essas conversas ganham força diante da possibilidade de o presidente americano, Donald Trump, encerrar operações contra o Irã sem solucionar a situação da hidrovia, considerada estratégica para o fornecimento global de energia.
Mais de 40 países, incluindo nações da Europa, Oriente Médio e Ásia, além da Austrália e do Canadá, participaram da reunião organizada pelo Reino Unido na quinta-feira (2). Entre os temas debatidos, destacaram-se contatos diplomáticos com Teerã e eventuais sanções caso o Irã não aceite liberar a rota marítima.
"A [guerra no Oriente Médio] está ameaçando a segurança, a estabilidade e a prosperidade dos cidadãos [europeus], já que os preços do diesel atingiram o maior nível em quatro anos e os riscos de terrorismo aumentam", ressalta a publicação.
O debate busca sinalizar a Trump a preocupação dos aliados com uma possível retirada americana sem a resolução do impasse no estreito de Ormuz.
Segundo a reportagem, a comunidade internacional enfatiza que a questão do estreito deve ser incluída nas negociações de cessar-fogo com o Irã.
Os participantes também consideram necessário preparar-se para um cenário em que o restabelecimento do tráfego pelo estreito de Ormuz ocorra sem o apoio dos EUA.
Representantes militares da coalizão planejam discutir, na próxima semana, como suas forças navais poderiam atuar na patrulha e desminagem do estreito após o fim das hostilidades.
O artigo conclui que, quanto mais tempo o estreito de Ormuz permanecer bloqueado, maior será o risco para as economias da União Europeia, podendo o crescimento econômico cair pela metade neste ano.
Na sexta-feira (3), Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI) e representante especial do presidente russo para cooperação econômica internacional, afirmou que os preços do petróleo Brent podem chegar a US$ 150 (R$ 780) por barril ou mais, com tendência de alta nas cotações.
Por Sputnik Brasil