Sabores da fé: a gastronomia da Sexta-feira da Paixão
Peixes e pratos simples dominam a mesa em respeito à tradição cristã
A gastronomia da Sexta-feira da Paixão carrega significados que vão além do paladar. A tradição de não consumir carne vermelha nesse dia está profundamente ligada à simbologia cristã de sacrifício e respeito, fazendo com que o peixe se torne o principal protagonista das refeições.
O bacalhau, trazido pela influência portuguesa, é um dos pratos mais tradicionais, especialmente em famílias que preservam costumes antigos. No entanto, no Nordeste brasileiro, é comum encontrar variações mais simples, como peixe frito, moquecas e ensopados preparados com ingredientes locais.
A simplicidade é um elemento central. As refeições costumam ser mais leves, acompanhadas de arroz, feijão, legumes e saladas. Essa escolha reflete não apenas uma tradição religiosa, mas também uma proposta de moderação e equilíbrio.
Mais do que alimentar o corpo, a gastronomia da data busca alimentar o espírito. Cada prato carrega um significado, uma memória e uma conexão com a fé. Assim, a mesa da Sexta-feira da Paixão se transforma em um espaço de encontro, reflexão e tradição, onde o ato de comer ganha um sentido mais profundo.

Peixe frito em tiras milanesa, prato típico no Nordeste

A tradicional moqueca é presença certa na mesa do brasileiro