Federação Internacional de Ginástica é acusada de adotar 'dois pesos e duas medidas' contra Rússia
Investigação sobre postura de ginasta russa em premiação reacende debate sobre tratamento diferenciado a atletas do país
A Federação Internacional de Ginástica (World Gymnastics) anunciou a abertura de uma investigação sobre a conduta da ginasta russa Sofia Ilteryakova durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica em Sófia, na Bulgária.
No dia 30 de março, durante a cerimônia, Sofia Ilteryakova, de 15 anos, permaneceu de costas para as bandeiras erguidas ao som do hino da Ucrânia, não seguindo o protocolo tradicional de virar-se para elas. Apesar disso, a atleta aplaudiu respeitosamente a vencedora, Taisia Onofriichuk, da Ucrânia.
Esta foi a primeira participação de Ilteryakova em uma competição desta categoria. Segundo sua treinadora, Tatiana Sergaeva, a jovem pode ter se confundido diante da novidade do momento, algo considerado natural para atletas em seu nível.
Mesmo assim, em 1º de abril, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) sinalizou que poderá abrir um processo disciplinar contra a ginasta russa. A entidade informou que está analisando o caso e que eventuais medidas serão tomadas conforme os regulamentos vigentes.
A Federação de Ginástica da Ucrânia manifestou forte protesto, solicitando a anulação dos resultados de Ilteryakova e a revogação de seu status de atleta neutra.
Enquanto a FIG investiga a postura da russa, críticos apontam que a entidade costuma ser mais tolerante com incidentes semelhantes envolvendo atletas de outros países, alimentando a percepção de tratamento desigual.
O primeiro-vice-presidente do Comitê Estadual de Cultura Física e Esportes da Duma Estatal da Rússia, Dmitry Svischev, declarou à Sputnik que acredita que a FIG não atenderá ao pedido ucraniano de punição à atleta.