SAÚDE E SEGURANÇA

Anvisa apreende lotes falsos de Mounjaro

Agência proíbe comercialização e uso de medicamentos irregulares para diabetes e obesidade; fabricante alerta para riscos.

Publicado em 02/04/2026 às 19:18
Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira, 2, a apreensão de três lotes falsificados do medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento de diabetes e obesidade.

Com a medida, está proibida a comercialização, distribuição e uso dos produtos dos lotes D856831 do Mounjaro, e D880730 e D840678 do Mounjaro Kwikpen.

As unidades adulteradas foram identificadas pela Eli Lilly, responsável pelo registro do medicamento no Brasil, devido a diferenças em relação ao produto original, como números de série não reconhecidos nos sistemas da fabricante, uso de materiais distintos na embalagem e falhas na leitura do código 2D.

Segundo a Anvisa, ainda não foi identificada a empresa responsável pela falsificação dos produtos.

A agência também determinou a apreensão de canetas emagrecedoras sem registro. A ação se estende a todos os lotes do medicamento de tirzepatida Tirzec, cujo fabricante permanece desconhecido.

Como identificar medicamentos falsificados?

Em novembro de 2025, a Polícia Federal realizou uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida na produção, fracionamento e comercialização ilegal de tirzepatida.

Medicamentos clandestinos, sem controle de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade, representam sérios riscos sanitários aos consumidores.

A Eli Lilly, detentora da patente, disponibilizou uma ferramenta para verificar a autenticidade dos medicamentos comercializados como Mounjaro no Brasil.

O serviço funciona por meio da leitura do QR Code presente na embalagem, que indica se o número de série corresponde a um produto original da farmacêutica. Segundo a empresa, dados impressos de forma ilegível podem ser indício de falsificação, manipulação irregular ou comprometimento da integridade do produto.