Produção industrial registra alta de 0,9% em fevereiro e alcança segundo mês seguido de crescimento
Setor acumula expansão de 3% em 2024, com avanços em quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos pesquisados pelo IBGE.
A produção industrial brasileira avançou 0,9% de janeiro para fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento do setor. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com esse resultado, a indústria nacional acumula uma expansão de 3% no ano. O levantamento do IBGE aponta crescimento nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos industriais analisados.
Entre as atividades, destacaram-se as altas em veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e em coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).
Outras contribuições positivas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (6,8%), indústrias extrativas (1,1%), produtos alimentícios (0,8%), bebidas (3,4%), móveis (7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,1%), produtos têxteis e manutenção (4,4%), além de reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,4%).
Por outro lado, nove atividades registraram queda na produção, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), que exerceram a principal influência negativa sobre a média da indústria, intensificando a retração já observada no primeiro mês do ano (-1,4%).
Indústria recua 0,7% na comparação anual
Na comparação com fevereiro de 2025, o setor industrial apresentou queda de 0,7% em fevereiro de 2026, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 25 ramos, 60 dos 80 grupos e 62,1% dos 789 produtos pesquisados. O IBGE ressaltou que fevereiro de 2026 contou com dois dias úteis a menos (18 dias) em relação ao mesmo mês do ano anterior (20 dias).
As principais influências negativas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,3%), produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11%).
Também tiveram impactos negativos importantes os segmentos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,1%), produtos de metal (-8,4%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,1%), entre outros.
Entre as cinco atividades que tiveram expansão na produção, destacaram-se indústrias extrativas (10,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4%), além de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,6%), que exerceram as maiores influências positivas na média da indústria.
No recorte das grandes categorias econômicas, bens de capital (-13,5%) e bens de consumo duráveis (-9,3%) apresentaram, em fevereiro de 2026, os maiores recuos. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) também registrou taxa negativa, enquanto o segmento de bens intermediários (1,1%) foi o único a apresentar resultado positivo pelo segundo mês consecutivo.