Espanha na contramão dos EUA?
Recusa de Pedro Sánchez ao uso de bases militares por norte-americanos provoca retaliações de Trump e levanta debate sobre consequências para a Espanha e a União Europeia.
A postura diplomática do governo espanhol volta a chamar a atenção da comunidade internacional.
Em uma decisão considerada ousada, o primeiro-ministro Pedro Sánchez negou autorização para o uso de bases militares espanholas em possíveis ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Sánchez reafirmou seu posicionamento contrário a ameaças e relembrou o erro da invasão do Iraque, que resultou no trágico atentado de 11 de março de 2004, em Madri — um dos mais letais da história europeia.
A resposta de Washington foi imediata: o então presidente Donald Trump anunciou medidas de retaliação comercial severas contra a Espanha. Diante desse cenário, surgem questões: qual é o verdadeiro custo de desafiar os EUA? A União Europeia terá força suficiente para proteger a Espanha de sanções e tarifas? E ainda: a decisão espanhola pode inspirar outros países europeus a adotar postura semelhante?
Para analisar o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho conversam com Carlo Cauti, jornalista e professor de relações internacionais do Ibmec, e Bernardo Kocher, professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.