ECONOMIA

Ajuste fiscal deve ser contínuo e focar em privilégios, diz

Vice-presidente reforça necessidade de ajustes permanentes nas contas públicas e defende foco em desperdícios e privilégios.

Publicado em 02/04/2026 às 13:24
Ajuste fiscal deve ser contínuo e focar em privilégios, diz Reprodução

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB) , afirmou nesta quinta-feira, 2, que o ajuste fiscal precisa ser realizado de forma contínua. Em conversa com jornalistas, Alckmin destacou que ainda há espaço para cortes especiais a particularidades e desperdícios, sem detalhar quais seriam esses pontos.

"Eu entendo que ajuste fiscal é igual cortar uma. Não é que você pode dizer: obra acabada. Não existe. Você tem que estar trabalhando permanentemente para tentar fazer mais, melhor, com menos recursos. Esse é um trabalho interminável", explicou Alckmin.

Ele também ressaltou a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "O que o presidente Lula tem falado, e de maneira correta, é: 'Eu não vou fazer ajuste em cima dos mais pobres'. Agora, tem espaço para fazer ajuste em cima dos privilégios e do desperdício. Esse deve ser o foco", completou.

Taxa das blusinhas

Questionado sobre a chamada "taxa das blusinhas" e possíveis estudos para reduzir a função da proximidade das eleições, Alckmin afirmou que sempre defendeu uma medida para preservar empregos e a renda dos brasileiros. Ele frisou a importância da indústria têxtil e do setor de confecção para o mercado de trabalho nacional.

Segundo o vice-presidente, mesmo com a tributação, a carga tributária sobre produtos importados ainda é “bem menor” do que a aplicada aos produtos fabricados no Brasil. “Eu não tenho participado desse debate, mas lá atrás, quando houve essa discussão, nós nos defendemos, porque entendemos que precisamos garantir uma lealdade concorrencial”, afirmou.