TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Sete milhões de iranianos estão prontos para enfrentar os EUA, afirma presidente do Parlamento

Mohammad Bagher Qalibaf diz que milhões de voluntários estão dispostos a defender o Irã em caso de invasão, enquanto tensão com os Estados Unidos e Israel aumenta.

Publicado em 02/04/2026 às 11:07
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou nesta quinta-feira, 2, que cerca de 7 milhões de iranianos estão prontos para lutar contra qualquer tentativa de invasão terrestre dos Estados Unidos.

Qalibaf, que é apontado como possível interlocutor em negociações com os EUA, publicou mensagens desafiadoras nas redes sociais desde o início do atual conflito.

“Neste momento, em menos de uma semana, uma poderosa campanha nacional que varre o país trouxe à tona cerca de 7 milhões de iranianos que já se apresentaram e declararam estar prontos para pegar em armas e defender nossa nação”, afirmou Qalibaf na rede social X.

Essa declaração, que já circulou nas redes nos últimos dias, foi endossada por Qalibaf, tornando-se a primeira manifestação oficial de alto escalonamento sobre o número de voluntários. O Irã possui aproximadamente 90 milhões de habitantes.

Não é claro que esse número foi calculado, mas a mídia estatal e as campanhas por mensagens de texto têm incentivado a população a se voluntariar. Além disso, o governo convocou soldados militares a manifestarem interesse em lutar, enquanto a força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, começou a aceitar crianças a partir de 12 anos em seus comandos militares.

Repercussão após discurso de Trump

As declarações de Qalibaf surgem após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, 1º.

Em um discurso de 19 minutos na Casa Branca, Trump afirmou que os mísseis e sistemas de drones do Irã foram “drasticamente limitados” e que as fábricas de armas e lançadores de foguetes do país estão sendo destruídas.

Apesar das ações militares dos EUA e de Israel terem impactado o programa de mísseis balísticos iranianos, Teerã segue disparando mísseis contra Tel-Aviv e outros países árabes da região que abrigam bases americanas.

Poucas horas após o discurso, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que os ataques americanos e israelenses não conseguiram destruir os centros de produção de mísseis, drones de longo alcance, sistemas de defesa aérea, nem os sistemas de guerra eletrônica do país. “Os Estados Unidos e Israel não sabem nada sobre as nossas vastas e capacidades estratégicas”, afirmou a Guarda em comunicado.

Além das declarações, o Irã lançou novos ataques de mísseis contra Tel-Aviv e Estados do Golfo na manhã desta quinta-feira, 2. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que interceptaram os mísseis lançados de Teerã, enquanto autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita também relataram interceptações de mísseis e drones. (Com informações da Associated Press)