Dólar avança com alta do petróleo e temor de inflação global
Moeda americana se valoriza em meio à disparada do petróleo, tensões geopolíticas e dados econômicos acima do esperado.
O dólar opera em alta, acompanhando a valorização da moeda americana e dos rendimentos dos Tesouros e títulos soberanos europeus. O movimento reflete a disparidade do petróleo e o clima renovador da inflação global. A versão ao risco voltou a dominar os mercados na manhã desta quinta-feira (2), após novo pronunciamento de Donald Trump, que ameaçou intensificar ataques contra o Irã nas próximas semanas, frustrando as expectativas do presidente de desescalada do conflito.
No mercado de juros, a curva é impactada ainda pelo resultado acima do esperado da produção industrial brasileira, o que dificulta o trabalho do Banco Central na calibração da Selic.
A produção industrial cresceu 0,9% em fevereiro ante janeiro , na série com ajuste sazonal, superando a mediana das expectativas dos analistas (avanço de 0,7%), cujo intervalo foi de -0,3% a +1,5%. Na comparação anual, houve queda de 0,7%, menos intensa que a mediana das projeções (-1,1%).
Os investidores estrangeiros aportaram R$ 53,4 bilhões na B3 no primeiro trimestre de 2026, melhor resultado desde 2022, mesmo diante das incertezas externas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que irá anular o leilão de GLP da Petrobras, classificando o certame como “cretinice” e “bandidagem”. O leilão teve um ágio superior a 100%, pressionado pela guerra no Oriente Médio.
Vibra, Ipiranga e Raízen decidiram não participar da primeira fase do programa do governo Lula que subsidia o preço do diesel.
O relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) destacou o Pix, propostas de regulação de plataformas digitais e a chamada "taxa das blusinhas" como principais barreiras do Brasil aos interesses comerciais americanos.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Golfo, incluindo setores siderúrgicos e de alumínio em países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
O Kremlin declarou que a Rússia está disposta a contribuir para uma solução do conflito envolvido no Irã, após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a crise.
Nos Estados Unidos, os cortes de vagas anunciados por empresas somaram 60.620 em março, alta de 25% ante fevereiro, mas queda de 78% na comparação anual, segundo relatório da Challenger, Gray & Christmas. No primeiro trimestre, foram 217.362 demissões programadas, o menor nível para o período desde 2022 e 56% abaixo do registrado um ano antes.