Juros futuros sobem com alta do petróleo e tensão internacional
Guerra no Irã e salto do petróleo pressionam curva de juros; produção industrial surpreende e desafia o Banco Central
Os juros futuros registram alta em toda a curva na manhã desta quinta-feira (2), acompanhando o movimento dos yields dos títulos americanos e europeus. O avanço, superior a 10 pontos, reflete o aumento da aversão ao risco global diante da guerra no Irã e do temor inflacionário provocado pela disparada do petróleo. O barril do WTI sobe mais de 10%, chegando a US$ 110.
Apesar de o conflito internacional dominar o cenário, o mercado também reage ao resultado da produção industrial brasileira, que cresceu 0,9% em fevereiro ante janeiro — acima da mediana das expectativas, que era de 0,7%. O dado reforça o desafio do Banco Central em calibrar a possível redução da Selic já em abril.
Às 9h20, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 14,140%, ante 14,034% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançava para 13,830%, frente a 13,674%, enquanto o contrato para janeiro de 2030 saltava para 13,925%, contra 13,798% registrados na quarta-feira.