JUSTIÇA

Argentina ré por injúria racial no Rio retorna ao seu país

Advogada Agostina Páez volta à Argentina após autorização da Justiça; processo segue em andamento

Publicado em 02/04/2026 às 09:36
Advogada argentina Agostina Páez retorna ao seu país após autorização da Justiça do Rio

A advogada argentina Agostina Páez, é por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, já está de volta ao seu país de origem.

Segundo o jornal argentino La Nación , Agostina desembarcou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1).

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À imprensa local, a advogada declarou estar arrependida de ter reagido mal durante o episódio. Na denúncia, Agostina teria sido referida de forma pejorativa a um funcionário negro do bar. Ao deixar o estabelecimento, usamos o termo "mono" (macaco, em espanhol) e imitou gestos do animal.

De acordo com a promotoria, ela ainda proferiu ofensas racistas a outros dois funcionários do local, que foram investigados em três acusações de injúria racial.

Volta

Na terça-feira (31), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou o retorno da advogada à Argentina, determinando a devolução de seu passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. Apesar disso, Agostina Páez continuará respondendo ao processo por injúria racial.

Ela chegou a ser presa por algumas horas em 6 de fevereiro, sendo liberada posteriormente mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Após retirar o equipamento e pagar fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 dólares mínimos, conforme decisão judicial, a advogada poderia deixar o Brasil.

O crime de injúria racial ocorreu no dia 14 de janeiro, em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema. Agostina discutiu com funcionários do estabelecimento por conta de uma suposta cobrança indevida.

A Argentina usou termos ofensivos e gestos imitando um macaco ao se dirigir a um dos funcionários, atitude registrada por câmeras de segurança da região.

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou o pagamento da cautela e outras medidas para permitir a saída da advogada do país.

A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso.