TENSÃO INTERNACIONAL

Kremlin afirma que Rússia está pronta para ajudar em solução para crise com Irã

Após discurso de Trump, governo russo sinaliza disposição para contribuir com desescalada no Oriente Médio e comenta impactos em negociações sobre a Ucrânia.

Publicado em 02/04/2026 às 09:03
© Sputnik / Aleksei Druzhinin / Kremlin

O Kremlin declarou nesta quinta-feira que a Rússia está disposta a contribuir para uma solução para o conflito envolvendo o Irã, após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas na noite de quarta-feira, 1, sobre a crise no Oriente Médio.

Em pronunciamento, o presidente russo, Vladimir Putin , afirmou que a escalada de trecho na região "causa nossa preocupação comum" e manifestou expectativa de que haja uma rápida desescalada. “Todos nós esperamos que o conflito seja encerrado o mais rápido possível”, disse Putin, ressaltando que Moscou está pronta para agir. “Reitero mais uma vez que, da nossa parte, estamos prontos para fazer tudo para que a situação seja levada a um estado normal”, completou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov , destacou que o foco atual de Washington na crise com Teerã tem impacto sobre outras frentes diplomáticas. Segundo ele, os EUA, que atuam como mediadores no conflito na Ucrânia, “estão ocupados no momento” com a situação no Irã. “Eles simplesmente têm outros problemas dos quais estão tratando agora”, afirmou à agência russa RT.

Nesse contexto, as negociações trilaterais sobre a Ucrânia foram colocadas em pausa, embora os contatos entre Moscou e Washington continuem. De acordo com o assessor presidencial Yuri Ushakov , "há uma pausa nas negociações trilaterais", mas as partes seguem discutindo principalmente a questão ucraniana.

Ushakov explicou que os negociadores americanos estão atualmente voltados para "outra questão", em referência ao Irã, segundo relatos do pool de imprensa do Kremlin organizado pela agência RIA Novosti. Ele acrescentou que, apesar da pausa formal, tanto os russos quanto os ucranianos mantêm a interlocução ativa com os EUA.