Irã alega ataque a instalações de aço e alumínio ligadas aos EUA no Golfo
Guarda Revolucionária afirma ter atingido setores industriais em resposta a ações americanas na região
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou nesta terça-feira (dados locais) ter realizado ataques com mísseis e drones contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Golfo Pérsico, incluindo setores siderúrgicos e de alumínio em países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
Segundo comunicado oficial, a intervenção integrou a 90ª onda de ataques da operação “Promessa Verdadeira 4” e foi conduzida por forças aeroespaciais e navais do grupo.
O IRGC detalhou que os alvos incluíam indústrias siderúrgicas dos EUA em Abu Dhabi e "partes intactas das instalações de alumínio" americanas no Bahrein, além de posições militares dos Estados Unidos próximos à capital Manama. A ação foi apresentada como resposta a ataques anteriores contra a indústria iraniana. “Havíamos anunciado que, em caso de reprodução de ataques às indústrias do Irã, destruiríamos as instalações americanas na região”, afirmou o grupo.
O comunicado também menciona vítimas entre as forças americanas, alegando que os itens de militares foram mortos ou feridos. Segundo o IRGC, as áreas atingidas foram isoladas e houve fluxo contínuo de ambulâncias após os bombardeios.
A Guarda Revolucionária classificou a operação como um "aviso" e elevou o tom contra Washington. “Se as indústrias iranianas foram atingidas novamente, a próxima resposta será muito mais dolorosa”, declarou, acrescentando que novos ataques poderão mirar “infraestruturas principais” e instalações econômicas dos EUA na região.
O grupo também alertou o presidente dos EUA, Donald Trump, contra a ampliação do conflito, afirmando que novas ameaças podem "tornar o mundo inseguro para os EUA". Na véspera, o republicano declarou em discurso à nação que pretende intensificar os ataques contra o Irã nas próximas semanas.