ECONOMIA E POLÍTICA

Durigan afirma que bancos públicos podem adquirir ativos do BRB, mas descarta intervenção federal

Ministro da Fazenda reforça que apoio técnico será dado, mas solução para o BRB cabe ao DF e ao Banco Central.

Publicado em 02/04/2026 às 07:46
Durigan afirma que bancos públicos podem adquirir ativos do BRB, mas descarta intervenção federal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quarta-feira, 1º, que a situação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) é de responsabilidade do Banco Central (BC). “Nos compete dar suporte técnico”, afirmou em entrevista à GloboNews.

Durigan explicou que os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, podem adquirir ativos do BRB, mas descartou qualquer possibilidade de intervenção federal na instituição, que é controlada pelo Distrito Federal. “O governo do DF tem que conseguir lidar com a situação do BRB e, se eventualmente escalarmos para um risco sistêmico, o próprio Banco Central deve conduzir uma conversa com o governo federal”, pontuou.

Segundo o ministro, há atualmente diálogo e colaboração sobre o tema. "A Caixa e o Banco do Brasil podem atuar com o BRB como exercer bancos privados. Podem comprar carteiras, títulos, e o Tesouro está autorizando a cessão de operações para outros bancos, para evitar prejuízos. Mas não há, no momento, ajuda ou intervenção federal no BRB ou no DF", esclareceu.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de federalização do BRB, Durigan foi enfático: “Não há aval do Ministério da Fazenda para avançar nesse debate de federalização”.

Debate

Indagado pela jornalista Miriam Leitão sobre pressão política em ano eleitoral, Durigan destacou seu perfil técnico, mas ressaltou abertura ao diálogo político. Comparou ainda o cenário de 2026 ao de 2022, defendendo mudanças no ciclo eleitoral, inclusive na área econômica.

“Acredito que 2026, inclusive para a estabilidade da economia e para quem pensa em investir no país, exige estabilidade institucional e respeito às regras do jogo”, afirmou. Ele completou: “2026 é muito diferente de 2022, pois agora o presidente Lula está liberando nosso governo, tivemos o ministro Haddad à frente da Fazenda por três anos e mantivemos a equipe para este momento de transição, não qual cumpriremos nosso dever de resguardar as contas públicas e demonstrar a importância da democracia para o Brasil”.